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Vasco: Análise da Derrota para o Bahia e o Padrão de Jogo Repetido no Brasileirão
Por Redação FutVasco em 12/02/2026 03:10
A trajetória do Vasco em 2026 tem exibido uma constância que foge do desejado. Em mais uma apresentação no Estádio de São Januário, pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro, o Gigante da Colina sucumbiu ao Bahia pelo placar de 1 a 0. O placar, contudo, não reflete a peculiaridade da partida: um roteiro já visto, com o time criando um volume considerável de oportunidades ofensivas, mas esbarrando em falhas defensivas primárias.
A semelhança com jogos anteriores é notória, configurando um padrão que tem marcado o trabalho do técnico Fernando Diniz. Se o ano de 2025 já apresentava tais características, 2026, até o momento, parece uma continuação, e não de uma forma que possa ser elogiada.
Gómez Brilha, mas Ataque Não Converte
A produção ofensiva do Vasco , por mais que não se traduza em resultados positivos, é um ponto a ser destacado. Andrés Gómez, jogo após jogo, demonstra ser uma peça fundamental e inegociável no elenco titular. Foi a partir dos pés do colombiano que a maioria das jogadas de perigo do Vasco emanou. Ele foi responsável por conceber, no mínimo, três chances claras de gol que poderiam ter mudado o curso da partida.
A equipe carioca demonstrou uma capacidade de criar chances em diversas frentes. Seja através de trocas rápidas de passe, ultrapassagens pelos flancos ou levantamentos na área, o Vasco pressionou o adversário. No entanto, a falta de pontaria e a eficiência em converter essas oportunidades em gols continuam sendo um entrave.
Defesa Vulnerável em Lances Cruciais
Enquanto o ataque se esforçava para furar a defesa adversária, a retaguarda vascaína apresentava fragilidades que se mostraram determinantes. O gol do Bahia surgiu de uma falha em um lance de bola parada. Em um escanteio, a marcação dos jogadores vascaínos dentro da área deixou a sobra livre para Luciano Juba, que recebeu um passe limpo de Everton Ribeiro e definiu o placar. Um erro considerado infantil, que selou o destino da partida.
O técnico Fernando Diniz, em suas declarações, buscou defender a equipe, citando a perda de jogadores importantes e a expectativa de que a bola começasse a entrar, dada a quantidade de chances criadas. "A gente perdeu o Rayan, que era um jogador que precisava de poucas oportunidades para chutar e fazer gol de dentro e fora da área, cabeceio. Com o volume que a gente tem criado, é questão de tempo para a bola começar a entrar. Não é normal a gente não converter em gol. Ano passado, a gente teve uma taxa de conversão alta. Era um time que fazia muito gol e tomava muito gol. Mas, este ano, a gente não está tomando muito gol e tem cedido pouca chance ao adversário", declarou.
Ineficiência e Alternativas Táticas Questionáveis
Apesar do volume de jogo e da quantidade de chances criadas, a qualidade das finalizações e a efetividade em momentos cruciais permanecem como um ponto de interrogação. O Vasco dominou a posse de bola e sufocou o Bahia em alguns momentos, mas, por vezes, as oportunidades eram facilmente controladas pela defesa adversária. Diante de uma zaga bem postada, o time insistiu em cruzamentos, muitos deles interceptados pela dupla de zagueiros baiana, especialmente contra Brenner, um atacante que não se destaca pelo jogo aéreo.
As alterações promovidas por Diniz também foram alvo de questionamento. A entrada de Spinelli, um atleta com características aéreas, coincidiu com a saída de Lucas Piton, principal jogador pelos cruzamentos no lado esquerdo. A improvisação de Puma Rodríguez no flanco oposto, segundo o colunista, retirou força aérea da equipe e diminuiu sua qualidade nas jogadas vindas do corredor.
Um Ponto em Três Rodadas: O Que Falta Para a Vitória?
É inegável que o time comandado por Fernando Diniz tem potencial para criar chances e assustar os adversários. Contudo, a falta de resultados positivos é um fato que não pode ser ignorado. Com apenas um ponto conquistado nas três primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro, o Vasco se encontra em uma posição delicada, embora ainda seja prematuro traçar projeções definitivas.
A questão transcende a mera contagem de chances criadas, finalizações ou a discussão sobre a merecida sorte. A pergunta que paira no ar é: quando toda essa produção ofensiva se converterá em vitórias e pontos somados?
O próximo compromisso do Vasco será no sábado, quando enfrentará o Volta Redonda em São Januário, em partida válida pelas quartas de final do Campeonato Carioca. A expectativa é que a equipe consiga reverter o momento e apresentar um futebol mais consistente e eficaz.
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