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Vasco gasta quase R$ 200 milhões em atacantes e vive seca de gols
Por Redação FutVasco em 18/08/2026 09:28
A ineficiência ofensiva do Vasco voltou a ficar evidente na derrota por 3 a 0 diante do Santos, consolidando uma sequência incômoda de três partidas consecutivas sem balançar as redes adversárias. Atualmente, a equipe divide a marca de pior ataque do Campeonato Brasileiro, somando apenas 23 gols ao lado de Internacional e Chapecoense. Diante deste cenário, a comissão técnica e a diretoria correm contra o tempo para viabilizar a chegada de novas peças capazes de solucionar o problema de finalização do elenco.
O principal alvo do momento é o equatoriano John Mercado, que defende as cores do Sparta Praga, da República Tcheca. O atleta já manifestou o desejo de vestir a camisa cruz-maltina, mas a primeira investida do clube carioca ? uma proposta estimada em 7 milhões de euros (aproximadamente R$ 42,3 milhões na cotação atual) ? acabou recusada pela equipe europeia. Mesmo assim, a cúpula de futebol vascaína mantém as negociações ativas, buscando um denominador comum para fechar o negócio.
A busca por um centroavante qualificado ganhou ainda mais urgência após a lesão de Brenner e as atuações recentes abaixo da média. O técnico Pedro Emanuel expressou a complexidade do mercado atual e a necessidade de contratações certeiras em sua última entrevista coletiva:
?Estamos avaliando porque é um momento difícil no mercado. Temos que avaliar quem vem porque quem vier tem que fazer a diferença. Trazer por trazer não acrescenta nada. Mais do que quantidade tem que ser qualidade. Por calhar essas oportunidades só vão aparecer agora, com os clubes da Europa começando a liberar atletas que não farão parte dos plantéis. Isso é tratado com a diretoria e eles sabem as nossas necessidades. Precisamos urgentemente concretizar as oportunidades que estamos criando?
A busca por soluções ofensivas e o peso financeiro dos novos reforços
Para tentar atenuar as carências do setor, o clube anunciou recentemente o volante Santiago Sosa e o atacante Facundo Colidio, que fez sua estreia entre os titulares no último domingo. Embora Colidio consiga exercer a função de camisa nove, suas melhores características aparecem quando atua flutuando fora da grande área. A ausência de um definidor nato tornou-se um drama recorrente desde as saídas de Vegetti e Rayan, que foram os grandes pilares do ataque em 2025, acumulando juntos 47 gols na temporada passada.
O mais alarmante para o torcedor e para a gestão liderada por Pedrinho é que a falta de gols não ocorre por falta de investimento. Nos últimos dois anos, o Vasco desembolsou quase R$ 200 milhões na contratação de 12 atletas para o setor ofensivo. No entanto, o retorno técnico tem ficado muito aquém dos valores astronômicos movimentados nos bastidores de São Januário.
No início de 2026, com o objetivo de suprir as saídas de seus principais goleadores, a diretoria fez aportes robustos em nomes como Brenner (R$ 30,1 milhões), Marino Hinestroza (R$ 26 milhões) e Spinelli (R$ 10,2 milhões). Nenhum deles conseguiu se firmar como titular indiscutível no primeiro semestre. A contratação de Hinestroza, inclusive, gerou fortes críticas, sendo classificada pelo ge Vasco como "Uma das três piores contratações do Brasil em 2026".
Histórico de investimentos milionários no ataque do Vasco
O histórico de apostas frustradas vem desde 2024, quando Maxime Domínguez foi adquirido por R$ 12,4 milhões para ocupar o lado direito do campo, acompanhado por Jean David (R$ 8 milhões) e Emerson Rodríguez (empréstimo), além do retorno sem custos de Alex Teixeira. Nenhum desses nomes conseguiu engrenar. Em 2025, o clube insistiu nas pontas trazendo Benjamín Garré, Nuno Moreira e Loide Augusto por cerca de R$ 45,6 milhões no total. Destes, apenas Nuno Moreira conseguiu se consolidar na equipe titular.
Outra movimentação de grande impacto financeiro foi a aquisição em definitivo de Andrés Gómez por 4,5 milhões de euros, após um período de empréstimo sob a gestão do diretor Admar Lopes. Embora o colombiano seja peça importante na engrenagem tática do time, sua eficácia na hora de finalizar é questionável: são apenas seis gols anotados em uma trajetória de 57 partidas oficiais com a camisa cruz-maltina.
Abaixo, apresentamos o detalhamento dos valores investidos pela diretoria vascaína nas contratações para o setor ofensivo ao longo das últimas temporadas:
| Jogador | Tipo de Negócio | Valor do Investimento |
|---|---|---|
| Emerson Rodríguez | Empréstimo | - |
| Alex Teixeira | Definitivo | Sem custos |
| Maxime Domínguez | Definitivo | R$ 12,4 milhões |
| Jean David | Definitivo | R$ 8 milhões |
| Garré | Definitivo | 2,5 milhões de euros |
| Nuno Moreira | Definitivo | 3,5 milhões de euros |
| Loide Augusto | Definitivo | 1,5 milhões de euros |
| Andrés Gómez | Definitivo | 4,5 milhões de euros |
| Marino Hinestroza | Definitivo | 5 milhões de dólares |
| Spinelli | Definitivo | 2 milhões de dólares |
| Brenner | Definitivo | 5 milhões de euros |
| Colidio | Definitivo | 4,5 milhões de dólares |
Com um montante que beira os R$ 200 milhões aplicados em soluções que não se materializaram em campo, a diretoria do Vasco se vê pressionada a encontrar um equilíbrio financeiro e técnico. A busca por um novo camisa nove de peso continua sendo o maior desafio da gestão de Pedrinho, que precisa corrigir os rumos do planejamento esportivo para evitar que a escassez de gols comprometa definitivamente as pretensões do clube na temporada.
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