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Vasco em 2025: O brilho de Rayan e o saldo da Copa do Brasil

Por Redação FutVasco em 30/12/2025 04:11

O ano de 2025 para o Vasco da Gama pode ser definido como uma intensa maratona de acontecimentos comprimidos em doze meses. O torcedor cruzmaltino iniciou a temporada sob a batuta de Fábio Carille, questionando a viabilidade tática da união entre Payet e Philippe Coutinho, e encerrou o ciclo com sentimentos mistos: o amargor de um vice-campeonato na Copa do Brasil e a esperança renovada por uma joia da base que finalmente confirmou seu potencial.

Embora o jejum de grandes conquistas nacionais ainda persista, a temporada serviu para consolidar Rayan como a principal revelação do clube neste século. O jovem atacante não apenas deslanchou, como assumiu a responsabilidade técnica da equipe em momentos cruciais. Paralelamente, os bastidores ferveram com as tratativas para a venda da SAF, sinalizando um 2026 que promete ser mais equilibrado financeiramente e esportivamente.

No Campeonato Brasileiro, o desempenho foi uma verdadeira montanha-russa de emoções e resultados discrepantes. O time foi capaz de aplicar uma sonora goleada de 6 a 0 sobre o Santos, mas também enfrentou períodos de extrema instabilidade, chegando a acumular sete derrotas em um intervalo de oito partidas. Essa irregularidade impediu pretensões maiores na tabela, deixando o foco voltado para as competições de mata-mata.

A afirmação de Rayan e o planejamento da SAF para 2026

A ascensão meteórica de Rayan é, sem dúvida, o ponto alto do ano. Enquanto o coletivo sofria para encontrar um padrão, o jovem talento se destacava individualmente, tornando-se a peça mais valiosa do elenco. Esse protagonismo surge em um momento de transição administrativa, onde a diretoria busca novos investidores para garantir que a próxima temporada não seja pautada pela incerteza, mas por investimentos precisos e sustentáveis.

No início de 2025, a prioridade da comissão técnica liderada por Carille era a reconstrução do sistema defensivo, que havia apresentado falhas graves no ano anterior. A estratégia passou por uma reformulação profunda nos nomes que compunham a retaguarda vascaína. Apenas João Victor permaneceu do grupo antigo, enquanto novos nomes foram integrados para tentar dar solidez ao setor.

Jogadores que saíram Novos reforços defensivos
Maicon Lucas Oliveira
Léo Lucas Freitas
Rojas Mauricio Lemos

O dilema tático no meio de campo e a busca por reforços

Fábio Carille chegou com uma filosofia clara: priorizar a compactação e a agressividade defensiva. Isso gerou um embate direto com a expectativa da torcida de ver Payet e Coutinho atuando lado a lado. Para o treinador, a prioridade era um time equilibrado sem a posse de bola, o que dificultava a escalação simultânea dos dois camisas 10. Para encorpar o setor, o clube buscou a experiência de Tchê Tchê no mercado.

A busca por um atacante de beirada transformou-se na maior novela do primeiro semestre. Diversos nomes sul-americanos e europeus foram sondados, como Brian Rodríguez e Ramón Sosa, mas as negociações esbarraram em negativas consecutivas. Diante da escassez de opções e do fechamento da janela, a cúpula de futebol precisou recalcular a rota, focando em atletas que estavam fora do radar principal da mídia.

Nesse cenário de urgência, desembarcaram em São Januário os jogadores Garré, Loide Augusto e Nuno Moreira. O desempenho desse trio foi heterogêneo. Nuno Moreira , vindo de Portugal com pouca badalação, surpreendeu positivamente e se tornou peça útil ao longo do ano. Por outro lado, o angolano Loide Augusto não correspondeu às expectativas, sendo apontado como um dos equívocos de avaliação da temporada, enquanto Garré não conseguiu se firmar entre os titulares.

Balanço final e as lições de uma temporada de extremos

Ao analisar o retrospecto de 2025, fica evidente que o Vasco ainda busca uma identidade sólida. O vice na Copa do Brasil dói, mas demonstra que o clube recuperou a capacidade de ser competitivo em torneios eliminatórios. A oscilação no Brasileirão, entretanto, serve de alerta para a necessidade de um elenco mais homogêneo e menos dependente de lampejos individuais de suas promessas.

A transição de comando técnico e as mudanças drásticas no perfil do elenco mostram um clube em busca de um norte. Com a provável venda da SAF e a valorização de ativos como Rayan , o Vasco entra em 2026 com a obrigação de transformar a esperança em resultados práticos, evitando repetir os erros de planejamento que marcaram o início da jornada de 2025.

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