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Vasco 2025: Vice da Copa do Brasil e Balanço da Temporada

Por Redação FutVasco em 31/12/2025 09:42

A temporada de 2025 deixará uma cicatriz profunda na memória do torcedor vascaíno. O sentimento de frustração prevalece após o título da Copa do Brasil escapar no último degrau, transformando o que poderia ser um ano de glória em um ciclo de questionamentos. Embora existam lampejos de esperança para o futuro, o balanço final é marcado pela irregularidade e pela ausência de troféus relevantes na prateleira de São Januário.

O encerramento do ano foi dramático. Diante de um Maracanã lotado com mais de 60 mil pessoas, o Vasco sucumbiu ao Corinthians por 2 a 1 na grande decisão da Copa do Brasil. O empate na primeira partida, em Itaquera, onde o Cruz-Maltino apresentou um futebol superior, alimentou uma confiança que se provou frágil. A perda do título adiou o sonho de encerrar o jejum de 14 anos sem conquistas de grande porte, deixando a torcida em um estado de melancolia após uma campanha de superação.

Antes do revés na final, o caminho foi pavimentado por momentos de heroísmo, especialmente nas mãos de Léo Jardim. O goleiro foi o pilar das classificações dramáticas, brilhando nas disputas por pênaltis contra o Fluminense, nas semifinais, e contra o Botafogo, nas quartas. O resgate do orgulho ferido passou por essas vitórias em clássicos, que mascararam, por algum tempo, as deficiências técnicas e táticas de um elenco que sofreu para encontrar sua identidade.

O Mercado da Bola e as Apostas da Gestão

A montagem do elenco para 2025 foi alvo de críticas severas desde o início. A diretoria buscou reforços em diferentes janelas, mas o índice de aproveitamento dessas contratações foi oscilante. Enquanto nomes como Nuno Moreira se firmaram na equipe titular, outros jogadores, como o angolano Loide Augusto, ganharam mais espaço nas redes sociais através de memes do que propriamente dentro das quatro linhas.

Período Principais Contratações
Janeiro Tchê Tchê, Daniel Fuzato, Lucas Oliveira, Maurício Lemos e Lucas Freitas
Fevereiro Garré, Loide Augusto e Nuno Moreira
Reta Final Barros, Robert Renan, Cuesta e Andrés Gómez

Na segunda metade do ano, as chegadas de Victor Cuesta e Andrés Gómez trouxeram a estabilidade defensiva que faltava, permitindo que o time vivesse seu melhor momento técnico em outubro. Além disso, a ascensão do jovem Rayan, que assumiu o protagonismo no ataque e mandou o veterano Vegetti para o banco de reservas, foi um dos poucos pontos de renovação genuína na temporada.

A Dança das Cadeiras no Comando Técnico

A instabilidade no banco de reservas foi outro fator determinante para a falta de títulos. O ano começou sob o comando de Fábio Carille, cuja nomeação nunca foi bem aceita pela arquibancada. Apesar de uma invencibilidade inicial no Carioca, a eliminação precoce para o Flamengo e o início irregular no Brasileirão resultaram em sua demissão após uma derrota para o Cruzeiro, em abril.

O período de transição com Felipe Maestro como interino foi desastroso. O Vasco sofreu derrotas humilhantes, incluindo uma goleada para o Puerto Cabello na Sul-Americana e uma virada improvável para o Vitória. A saída do diretor de futebol Marcelo Sant'ana foi o reflexo imediato dessa fase tenebrosa, que só foi estancada com a contratação de Fernando Diniz em junho.

Diniz trouxe uma nova filosofia e conseguiu resultados expressivos, como o 6 a 0 sobre o Santos no Morumbis, em setembro. Entretanto, o treinador também enfrentou períodos de seca, como o mês de agosto, no qual o time não venceu uma única partida e foi eliminado de forma vexatória da Copa Sul-Americana pelo Independiente del Valle, com um placar agregado de 4 a 0.

Oscilação no Brasileirão e o Fantasma do Rebaixamento

No Campeonato Brasileiro, o Vasco viveu extremos perigosos. Após sonhar com uma vaga na Copa Libertadores, o time mergulhou em uma sequência de cinco derrotas consecutivas no mês de novembro, o que provocou protestos inflamados da torcida no CT Moacyr Barbosa. A reação veio com uma goleada por 5 a 1 sobre o Internacional, sob um temporal no Rio de Janeiro, garantindo a permanência na Série A.

Apesar de ter se livrado do descenso de forma quase acidental, beneficiado por tropeços de concorrentes diretos, o foco total na Copa do Brasil acabou sacrificando a performance na liga nacional. O Vasco terminou o ano com a sensação de que possui peças individuais talentosas, como Coutinho, Payet e Léo Jardim , mas que ainda carece de um planejamento estruturado para evitar que 2026 seja apenas mais um ano de quase vitórias.

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Luiz

Luiz

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Comentado em 31/12/2025 14:01 A volta do Diniz deu ânimo, Léo Jardim decisivo, vamos com tudo!
Henrique

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Comentado em 31/12/2025 11:51 Pô, começamos meio apagado, mas a raça apareceu na final. Vai Vasco!
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