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Ranking das Contratações do Vasco 2025: Notas e Veredito
Por Redação FutVasco em 03/01/2026 03:11
O ciclo de 2026 se inicia com desafios latentes para a gestão liderada por Pedrinho. Com um planejamento financeiro restrito e múltiplas competições no horizonte, o Vasco da Gama já mapeou as necessidades do elenco para enfrentar o Campeonato Brasileiro, a Copa do Brasil e a Copa Sul-Americana. A diretoria busca perfis específicos para encorpar o grupo após um ano de movimentações intensas no mercado.
Ao longo de 2025, treze novos nomes foram integrados ao plantel cruzmaltino. A temporada entregou um misto de gratas surpresas e investimentos que não atingiram a expectativa mínima. Para compreender o cenário atual, estabelecemos um critério rigoroso de avaliação sobre cada peça que desembarcou em São Januário, partindo daqueles que menos entregaram até os pilares da equipe titular.
Investimentos vultosos e o baixo retorno técnico em São Januário
No topo das frustrações está Loide Augusto. O atacante angolano, que custou aproximadamente R$ 9 milhões, protagonizou polêmicas fora de campo e não convenceu tecnicamente. Sua postura foi questionada internamente, com o diretor técnico Felipe Loureiro afirmando em coletiva que o atleta "parecia displicente" em determinados momentos. Seu único brilho isolado foi um pênalti convertido na Copa do Brasil.
Outro caso crítico foi o de Mauricio Lemos. Contratado para ser o xerife da zaga, o uruguaio acumulou apenas nove jogos. Problemas físicos e de comportamento minaram sua trajetória, culminando na sua exclusão da viagem para a final da Copa do Brasil. Com o contrato encerrado, ele não faz parte dos planos futuros. No mesmo caminho de insucesso, o argentino Garré, segunda contratação mais cara do ano (R$ 14,9 milhões), perdeu espaço rapidamente e sequer foi utilizado por Fernando Diniz na reta final do Brasileirão.
Abaixo, apresentamos um resumo estatístico dos reforços de 2025:
| Jogador | Jogos | Gols/Assistências | Status para 2026 |
|---|---|---|---|
| Nuno Moreira | 56 | 11G / 7A | Titular Absoluto |
| Andrés Gómez | 21 | 0G / 7A | Destaque |
| Lucas Freitas | 37 | 0 | Útil ao elenco |
| Carlos Cuesta | 17 | 1G | Renovação em pauta |
| Matheus França | 19 | 0 | Incógnita |
| Lucas Oliveira | 15 | 0 | Saída encaminhada |
A carência de afirmação entre os nomes alternativos
A meta vascaína também sofreu com a falta de sombra para o titular Jardim. Daniel Fuzato, quando acionado no Brasileirão, apresentou falhas comprometedoras, sofrendo oito gols em apenas duas partidas. Já no setor ofensivo, Matheus França, emprestado pelo Crystal Palace, não demonstrou o ritmo de jogo necessário para o futebol brasileiro, encerrando o ano sem participações diretas em gols e sob forte desconfiança da arquibancada.
No setor defensivo, Lucas Oliveira iniciou o ano com prestígio, mas sua queda técnica foi acentuada. Com apenas 15 atuações, o zagueiro já possui conversas avançadas para defender o Ceará na próxima temporada. Em contrapartida, Lucas Freitas foi a antítese: chegou como quarta opção e, por necessidade e mérito, tornou-se o defensor com mais partidas no ano, sendo peça importante nos clássicos contra o Botafogo.
Tchê Tchê e Thiago Mendes formaram uma dupla de experiência no meio-campo. O primeiro foi exaltado por Diniz como o "melhor jogador do Vasco " em seu auge físico, mas lesões sucessivas o retiraram de combate nos momentos decisivos. Já Thiago Mendes, a contratação inaugural da "era Admar Lopes", consolidou-se como o motor do time na reta final, justificando a admiração que o treinador já nutria pelos seus tempos de futebol europeu.
Os pilares defensivos e os destaques ofensivos da temporada
A correção defensiva do Vasco passou pelas mãos de Carlos Cuesta e Robert Renan. Cuesta trouxe sobriedade e o clube já planeja exercer a cláusula de renovação junto ao Galatasaray. Robert Renan, embora criticado por Diniz em aspectos de posicionamento defensivo, mostrou-se fundamental na saída de bola e na personalidade, como visto na cobrança de pênalti que garantiu a vaga nas semifinais da Copa do Brasil contra o Alvinegro.
No ataque, o crescimento de Andrés Gómez foi notável. O colombiano assumiu a responsabilidade na ausência de Vegetti e terminou o ano como um dos principais garçons da equipe, sendo decisivo nos confrontos eliminatórios. Sua adaptação gradual ao esquema de Diniz o coloca como uma das grandes esperanças para o próximo ano de competições sul-americanas.
Por fim, Nuno Moreira consolidou-se como o grande acerto de 2025. O português não sentiu o peso da camisa e preencheu a lacuna crônica das pontas. Com 56 exibições, ele atingiu o recorde pessoal de jogos em uma única temporada, somando 18 participações diretas em gols. Moreira encerra o ano como o reforço mais regular e a principal referência técnica para o início dos trabalhos em 2026.
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