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Coutinho Deixa o Vasco: Cansaço Mental? Entenda a Pressão da Torcida Vascaína
Por Redação FutVasco em 19/02/2026 09:12
Philippe Coutinho, meia do Vasco da Gama, comunicou oficialmente sua saída do clube na tarde desta quarta-feira (18). O jogador, que estava emprestado e tinha contrato até junho, expressou em publicação no Instagram estar "muito cansado mentalmente", justificando a decisão de rescindir o vínculo.
A alegação de problemas psicológicos que culminaram no pedido de rescisão contratual por parte de Coutinho é, em tese, compreensível. A pressão exercida sobre atletas de futebol é, de fato, um fardo considerável. No entanto, ao considerarmos o cenário que o Vasco atravessa há, no mínimo, uma década e meia, a justificativa apresentada pelo camisa 10 soa, para muitos, um tanto quanto desproporcional.
A Perspectiva da Torcida Vascaína
Uma torcida que testemunhou o rebaixamento de sua equipe por três vezes em um lapso de 13 anos está imersa em um sentimento de desânimo e angústia constante. O cansaço mental, a frustração e a apreensão são companheiros frequentes para os apaixonados pelo cruzmaltino. Philippe Coutinho , outrora figura central na Seleção Brasileira e beneficiário de um salário expressivo no Vasco , vê sua imagem pública se complicar com este pedido de desligamento.
Embora a questão da saúde mental seja de extrema relevância, e a percepção de Coutinho sobre o fim de seu ciclo no Vasco seja válida, é preciso ponderar os fatos. Nas semanas que antecederam sua decisão, o jogador foi alvo de acusações de zombar da torcida após ser substituído. Contudo, ele já estava ciente da magnitude da responsabilidade inerente a vestir a camisa do Vasco . É imperativo reconhecer que as críticas à sua performance em campo são pertinentes. Apesar de ter contribuído com três gols e uma assistência em 2026, tais números se tornam secundários diante de erros técnicos recorrentes e uma postura em campo percebida como passiva, elementos que o colocaram na mira da insatisfação popular.
O Jogo Emblemático e a Falta de Protagonismo
O último confronto de Coutinho pelo Vasco foi um reflexo negativo de sua passagem. Como capitão da equipe, o camisa 10 não se apresentou para a cobrança de pênaltis decisiva contra o Volta Redonda. O meia admitiu que, naquele instante, sentiu que sua jornada no clube havia chegado ao fim, culminando em uma saída melancólica.
A possibilidade de uma reviravolta positiva na trajetória de Coutinho no Vasco dependia, fundamentalmente, de sua própria capacidade, uma qualidade inegável. Todavia, o que se observou foi uma carência de liderança assertiva, uma falta de consistência em suas atuações e, sobretudo, a ausência de um protagonismo esperado. Tratado por muitos como um ídolo em potencial, o meio-campista foi alvo de vaias, um desfecho que, em retrospecto, não pode ser considerado injusto, ecoando o que já ocorreu com outras lendas do clube, como Romário e Edmundo.
Novos Rumos e o Perfil Necessário
Em sua segunda passagem pelo Gigante da Colina, Philippe Coutinho recebeu um apoio significativo da torcida vascaína, chegando a ter uma música dedicada a ele. Embora tenha estado perto de conquistar a Copa do Brasil no ano anterior, sua participação na grande final contra o Corinthians foi discreta. O encerramento de seu ciclo no clube representa um enfraquecimento do elenco. No entanto, talvez o Vasco necessite de um perfil de atleta distinto do de Coutinho, buscando jogadores com maior intensidade em campo e que consigam lidar com a pressão de forma mais resiliente, como exemplificado pelo caso de Carlos Andrés Gómez.
A situação de Coutinho levanta um debate pertinente sobre a pressão no futebol e a saúde mental dos atletas. Enquanto a alegação de cansaço mental é legítima, a torcida do Vasco , com seu histórico de adversidades, tem uma perspectiva única sobre o que significa lidar com a exigência e a paixão de um clube com tanta tradição. A saída do meia, embora lamentável para quem esperava mais, pode abrir espaço para a ascensão de novos talentos e para a reestruturação do time com jogadores que se encaixem melhor no contexto atual.
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