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Vasco recorre na Justiça para liberar empréstimo de R$ 150 milhões
Por Redação FutVasco em 20/08/2026 16:13
O departamento jurídico do Vasco SAF acionou o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro nesta quarta-feira com um recurso de agravo de instrumento. A iniciativa busca reformar a decisão judicial que impede a captação de novos recursos financeiros acima de R$ 5,9 milhões sem a entrega prévia de um relatório de auditoria independente.
A urgência da diretoria se justifica pelo cenário financeiro extremamente delicado mapeado para o segundo semestre. De acordo com os dados apresentados pela gestão do clube, em 19 de agosto restavam somente 12 dias de fôlego financeiro para quitar as obrigações previstas até o encerramento daquele mês, evidenciando o risco operacional imediato.
A projeção de fluxo de caixa aponta para necessidades urgentes de liquidez em curto prazo. Para honrar os compromissos imediatos e de médio prazo, a administração necessita de aportes significativos, conforme detalhado no planejamento financeiro da instituição.
Os números da necessidade de caixa do Vasco SAF
Abaixo, os valores projetados pela administração para garantir a manutenção das atividades do futebol vascaíno nos próximos meses:
| Prazo Limite | Necessidade de Liquidez Projetada |
|---|---|
| 31 de agosto | R$ 83 milhões |
| 31 de outubro | R$ 150 milhões |
O entrave judicial e a tentativa de liberação do empréstimo DIP
Para suprir essa demanda financeira, a SAF planejou a contratação de um empréstimo na modalidade DIP (Debtor-in-Possession) no valor de R$ 150 milhões. Contudo, o juízo de primeira instância condicionou a homologação de qualquer endividamento relevante à apresentação de um relatório preliminar elaborado pela auditoria da ICTS Global.
No recurso protocolado, os representantes do clube contestam essa exigência legal. A argumentação defensiva sustenta que o processo de fiscalização contábil e a captação de recursos para o fluxo de caixa diário possuem naturezas totalmente distintas, não devendo a auditoria funcionar como um limitador para as decisões de gestão financeira da SAF.
O clube agora aguarda uma manifestação célere do Tribunal de Justiça fluminense sobre o pedido de efeito suspensivo. A expectativa da cúpula vascaína é desatar o nó burocrático antes que a escassez de recursos comprometa o andamento das obrigações correntes da SAF.
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