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Vasco perde para o Santos e Pedro Emanuel cobra elenco
Por Redação FutVasco em 16/08/2026 18:51
A dura derrota por 3 a 0 sofrida diante do Santos, em pleno São Januário, expôs feridas profundas no planejamento do Vasco para a sequência do Campeonato Brasileiro. Em duelo válido pela 23ª rodada, o time comandado por Pedro Emanuel mostrou volume de jogo, mas pecou gravemente na tomada de decisões e na pontaria. Nem mesmo as estreias promovidas e as alterações táticas foram capazes de evitar o revés acachapante em casa.
Durante a entrevista coletiva, o comandante português analisou as mudanças efetuadas na equipe, como a entrada de Colidio e a estreia de Sosa na vaga de Jair, que deixou o gramado sentindo dores. O treinador enfatizou que a falta de generosidade no último terço do campo tem impedido o Cruz-Maltino de traduzir a posse de bola em gols, resultando em um jejum incômodo no ataque.
? Se pudermos analisar de uma forma geral e completa, até o momento do primeiro gol estávamos claramente por cima do jogo. As alterações que fiz foram no sentido de injetar energia, nos dar um bocadinho mais de profundidade e empurrar um pouco mais os dois centrais adversários, criando logo no início duas grandes situações de gol. A grande diferença é, de facto, a eficácia. Se formos ver os números? E nem é a posse de bola que me interessa tanto, mas sim onde a fizemos e quantas vezes conseguimos rematar na área adversária. Essa foi bem a diferença entre as duas equipes. Falta eficácia e decisões brilhantes, sem dúvida, mas falta acima de tudo, uma palavra que devíamos usar mais vezes quando entramos na área adversária: altruísmo. Ou seja, passar a bola ao colega para que ele possa rematar melhor ? analisou o técnico do Vasco .
? Isso significa que temos capacidade de definir melhor. Se temos de rematar dentro da área, temos de ter a coragem de o fazer, mas escolhendo melhor. Acho que hoje até o conseguimos em muitos momentos, quer na primeira, quer na segunda parte. Tivemos mais oportunidades e mais remates dentro da área adversária no geral. No entanto, não fomos eficazes, e isso resolve-se com trabalho e encorajamento. Não há um dia em que nos julguemos a melhor equipa do mundo, nem hoje penso que somos a pior. Sabemos qual é o nosso caminho e que temos estes percalços, duros e dolorosos, não vou mentir. Saio daqui com o sentimento de estar a defraudar a nossa torcida, pois acho que fizemos o suficiente, mas no final temos de aceitar um resultado penalizador. É a realidade e temos de seguir em frente ? completou.
Falta de pontaria e decisões erradas custam caro ao Vasco em São Januário
O desempenho ofensivo do clube de São Januário liga o sinal de alerta para a comissão técnica. Apesar de finalizar com maior frequência que o oponente paulista, a equipe carioca completou sua terceira partida consecutiva sem balançar as redes. A ineficiência ofensiva acabou punida de forma severa pelo adversário, que soube aproveitar os espaços deixados na etapa complementar.
Para Pedro Emanuel, o confronto se desenhou de duas maneiras distintas. O treinador destacou o amplo domínio territorial de seus comandados no início do segundo tempo, lamentando o desperdício de chances claras logo após o intervalo, fator que acabou cobrando um preço muito alto no desfecho da partida.
? Se pudermos resumir, acho que dividíamos a partida em dois jogos: um jogo até o primeiro gol, em que sabíamos que íamos ter dificuldades pela forma como o nosso adversário se apresentou, natural por jogarem fora de casa. Tínhamos de ter a capacidade de ter a bola sem nunca permitir contra-ataques por parte do adversário e, acima de tudo, manter a mobilidade e o espaço entre linhas. A diferença tem muito a ver com a eficácia. Na segunda parte, de facto, fomos dominadores. Logo no primeiro minuto, tivemos ali duas oportunidades que não conseguimos concretizar, e isso é altamente preocupante para nós. Já sei que a pergunta seguinte será sobre o fato de não marcarmos gols há três jogos. A questão é que criamos muitas oportunidades. Hoje não foram muitas, mas foram algumas que efetivamente nos podiam dar aquilo que tínhamos intenção de levar daqui: um bom resultado ? disse o português.
Abaixo, veja a comparação de desempenho que ilustra a diferença de postura e eficiência entre as duas equipes durante o confronto em São Januário, conforme os dados discutidos pelo treinador:
| Aspecto Analisado | Desempenho do Vasco da Gama |
|---|---|
| Volume de Finalizações | Superior ao do adversário, com mais chutes na área |
| Eficácia Ofensiva | Nula (terceiro jogo consecutivo sem balançar as redes) |
| Controle do Jogo | Dominante até sofrer o primeiro gol aos 70 minutos |
| Fator Psicológico | Desligamento da equipe após sair atrás no placar |
O colapso psicológico após o primeiro gol sofrido diante do Santos
O aspecto mental foi apontado como o principal calcanhar de Aquiles do Vasco na partida. A falha individual do goleiro Léo Jardim e a desatenção defensiva que culminaram nos gols santistas evidenciaram uma equipe frágil emocionalmente. O treinador cobrou maturidade do elenco para suportar as adversidades que ocorrem naturalmente durante os noventa minutos.
Ao finalizar, o comandante fez questão de agradecer o apoio vindo das arquibancadas, reconhecendo a frustração legítima dos torcedores com o placar elástico. Ele reforçou a necessidade de uma resposta imediata nos treinamentos para reverter o cenário negativo no campeonato.
? Isso, mais do que a parte mental, faz parte do momento da equipe. Costumo dizer que, no futebol, o jogo em si pode se transformar de um momento para o outro. Hoje tínhamos tudo e fizemos tudo até o primeiro gol sofrido. Deixo uma palavra de apreço aos nossos torcedores, que estiveram em peso, nos apoiaram e compreenderam o final do jogo. Todos ficamos desiludidos, frustrados e revoltados com o resultado final, mas é disto que são feitas as equipas: saber viver nos momentos difíceis. Estávamos em crescimento, numa sequência de jogos sem perder e com a competência que vínhamos a revelar, mas hoje não fomos capazes de a manter durante os 90 minutos. É um resultado cruel e penalizador contra um adversário que, na primeira parte, teve a melhor oportunidade numa situação do Gabriel. No geral, sei que se vai falar da derrota por 3 a 0, o que é uma realidade. Hoje é um dia negro, mas amanhã é um novo dia e uma nova oportunidade. Acreditávamos muito que hoje seria o dia da viragem, mas não foi possível. Estamos desiludidos e revoltados, mas isso exige uma reação no futuro. Não podemos desligar do jogo aos 70 minutos por termos sofrido um gol; tínhamos de ter capacidade de reação. É nisso que temos de trabalhar acima de tudo: na questão mental. O futebol não é só técnico, tático ou físico, é muito mental ? completou.
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