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Vasco no STJD: Clube e dirigentes denunciados após polêmica
Por Redação FutVasco em 29/08/2026 13:48
O vestiário e os corredores de acesso à arbitragem tornaram-se palco de um episódio lamentável no confronto entre Vasco e Vitória, válido pela Copa do Brasil. A expulsão do volante Cauan Barros, que interrompeu uma jogada clara de gol com a mão e recebeu o cartão vermelho após intervenção do árbitro de vídeo, foi o estopim para uma série de condutas antidesportivas relatadas na súmula do árbitro Matheus Delgado Candançan.
De acordo com o documento oficial do jogo, o coordenador de performance Daniel Felix dirigiu-se aos juízes de forma "grosseira e ofensiva" no trajeto para os vestiários. O clima esquentou ainda mais quando um segurança do clube tentou invadir o espaço reservado à arbitragem proferindo insultos, sendo contido pelas forças policiais presentes no estádio.
A tensão não parou por aí. Os dirigentes Felipe Loureiro e Admar Lopes, acompanhados pelo preparador de goleiros Nelcírio Franchin, também tentaram forçar o acesso aos árbitros sob xingamentos. O relato mais grave aponta que Franchin desferiu uma tentativa de soco contra o quarto árbitro, ato que só não se consumou devido à intervenção imediata do policiamento. Além disso, a torcida vascaína arremessou pedras de gelo e copos plásticos no gramado em dois momentos distintos da partida.
As denúncias do STJD contra o Vasco e seus profissionais
Diante da gravidade dos relatos contidos na súmula, a Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva formalizou a denúncia contra a instituição e cinco de seus colaboradores nesta sexta-feira (28). O comportamento intempestivo nos bastidores agora coloca o Gigante da Colina sob o risco de sanções desportivas e financeiras severas.
A denúncia individualizou as condutas com base no Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). A tabela abaixo detalha os envolvidos, seus respectivos cargos e os artigos em que foram enquadrados pelo tribunal desportivo:
| Envolvido | Função | Artigo do CBJD | Infração Relacionada |
|---|---|---|---|
| Vasco da Gama | Clube | Artigo 213, incisos I e III | Desordem e lançamento de objetos no gramado |
| Cauan Barros | Atleta | Artigo 78 | Infração de jogo (expulsão direta) |
| Nelcírio Franchin | Preparador de Goleiros | Artigo 258 e Artigo 254-A, § 3º | Conduta antidesportiva e tentativa de agressão física |
| Felipe Loureiro | Diretor | Artigo 258, § 2º, II | Atitude contrária à ética e disciplina esportiva |
| Admar Lopes | Diretor de Futebol | Artigo 258, § 2º, II | Atitude contrária à ética e disciplina esportiva |
| Daniel Felix | Preparador Físico / Coordenador | Artigo 258, § 2º, II | Atitude contrária à ética e disciplina esportiva |
As consequências jurídicas para a diretoria e comissão técnica
O enquadramento no artigo 258 do CBJD pune diretamente comportamentos que atentam contra a ética e a disciplina do esporte, afetando diretamente a cúpula do departamento de futebol. A situação de Nelcírio Franchin é ainda mais delicada, visto que a tentativa de agressão física ao assistente de arbitragem, tipificada no artigo 254-A, costuma receber punições severas que podem afastar o profissional de suas atividades por longos períodos.
Para a instituição, o maior perigo reside no artigo 213. A incapacidade de conter o arremesso de projéteis por parte dos torcedores e a desordem generalizada nos acessos de serviço do estádio expõem o clube a multas pesadas e, eventualmente, à perda de mandos de campo. Em um momento crucial da temporada, a falta de controle emocional nos bastidores pode cobrar um preço excessivamente alto dentro das quatro linhas.
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