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Vasco negocia SAF com Marcos Lamacchia: Veja os detalhes
Por Redação FutVasco em 25/12/2025 15:31
O cenário administrativo do Vasco para a temporada de 2026 começa a desenhar um novo e influente protagonista no tabuleiro da SAF. Sem contar com aportes de investidores externos há cerca de dezoito meses, a gestão liderada pelo presidente Pedrinho mantém o radar ligado para a transferência do controle do futebol. O nome que surge com força nas negociações não é estranho ao cotidiano de São Januário, mas representa uma nova frente de investimento: Marcos Faria Lamacchia.
Com 47 anos, o empresário é filho de José Roberto Lamacchia, proprietário da Crefisa e figura próxima à atual diretoria vascaína. O entusiasmo do pai parece ser o combustível necessário para que Marcos avance na aquisição das ações. Vale destacar que o investidor possui uma trajetória independente das empresas geridas por Leila Pereira, atual mandatária do Palmeiras e esposa de seu pai, mantendo uma atuação discreta e focada no mercado financeiro.
Apesar do sigilo mantido pelas partes ? o Vasco e a família Lamacchia optaram por não comentar o assunto oficialmente ?, os bastidores indicam que José Roberto Lamacchia tem sido um conselheiro ativo de Pedrinho. Ele acompanhou de perto desde o processo jurídico para afastar a 777 Partners até a recente vitória com a homologação da recuperação judicial, consolidada no último domingo.
Desafios Financeiros e a Dependência de Novos Empréstimos
A urgência por um novo investidor é acentuada pela fragilidade do fluxo de caixa. O clube já utilizou R$ 80 milhões provenientes de um empréstimo na modalidade DIP (Debt-In-Possession) junto à Crefisa, recurso este que deve se esgotar em janeiro. Diante dessa realidade, é praticamente certo que o Vasco precise recorrer a uma nova captação financeira no início de 2026, onde a empresa de Lamacchia aparece novamente como a principal via de socorro.
A estratégia de sobrevivência financeira do clube está diretamente atrelada à agilidade na revenda da SAF. Enquanto o mercado observa os movimentos da diretoria, decisões esportivas também refletem a busca por equilíbrio orçamentário. Exemplo disso foi a recente recusa de uma proposta do Zenit, da Rússia, pelo jovem Rayan, cujos detalhes dos bastidores demonstram a cautela do clube em não se desfazer de ativos valiosos sem garantias sólidas.
Marcos Lamacchia, o potencial comprador, possui currículo robusto no setor bancário. Fundador da Blue Star em 2011, uma gestora de fundos de investimento, ele também acumula experiência como diretor na Crefisa e passagens pelo Banco Alfa, instituição fundada por seu avô materno, Aloysio de Andrade Faria. Essa expertise financeira é vista como um trunfo para reorganizar as contas vascaínas sob uma nova gestão profissional.
Estrutura Acionária e os Rumos da Gestão Pedrinho
Atualmente, o controle acionário da SAF vascaína encontra-se fragmentado e sob disputa jurídica, o que torna qualquer negociação complexa e estratégica. A divisão das ações reflete o momento de transição e incerteza que o clube atravessa desde a ruptura com os antigos parceiros americanos.
| Sócio/Entidade | Participação Acionária | Status Atual |
|---|---|---|
| Vasco (Associativo) | 30% | Detém o controle político e operacional |
| 777 Partners | 31% | Ações integralizadas via aportes anteriores |
| Em Disputa | 39% | Objeto de análise em processo de arbitragem |
O sucesso da operação com Marcos Lamacchia depende não apenas do aporte financeiro, mas da resolução dos entraves que mantêm 39% das ações em arbitragem. Para o colunista atento, fica claro que o Vasco joga em duas frentes: a sobrevivência imediata via empréstimos e a construção de uma solução definitiva que devolva a estabilidade ao futebol. A entrada de um nome com o peso da família Lamacchia pode ser o divisor de águas que a torcida aguarda, desde que a governança seja tratada com o rigor que o clube exige.
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