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Vasco: Da Briga pela Libertadores ao Desempenho Desolador no Brasileirão
Por Redação FutVasco em 08/12/2025 08:01
O cenário era de otimismo contido. Em 26 de outubro, o Vasco da Gama impôs sua superioridade sobre o Bragantino em seus domínios, garantindo a quarta vitória consecutiva e solidificando sua posição na oitava colocação do Campeonato Brasileiro. Naquele momento, a equipe se via firmemente inserida na disputa por um lugar na próxima edição da Copa Libertadores da América, um objetivo que parecia tangível e motivador para a torcida cruzmaltina.
No entanto, o futebol, por vezes, desafia qualquer lógica. Apenas 43 dias após aquela promissora exibição, o mesmo elenco testemunhou uma humilhante goleada em Belo Horizonte, um placar de 5 a 0 frente ao Atlético-MG, que se tornou a maior derrota já imposta ao clube em confrontos diretos com o adversário mineiro. A competição foi encerrada com o Vasco em uma desoladora 14ª posição, apenas dois pontos acima da zona de rebaixamento e com a modesta recompensa de uma vaga na Copa Sul-Americana.
A Queda Vertical: O Declínio Pós-Bragantino
A partir daquele triunfo contra o Bragantino, a trajetória do Vasco tomou um rumo drasticamente negativo. Nas oito rodadas finais do certame nacional, a equipe acumulou sete derrotas, um retrospecto que aniquilou quaisquer aspirações mais elevadas. Os reveses vieram contra São Paulo, Botafogo, Juventude, Grêmio, Bahia, Mirassol e o já mencionado Atlético-MG. A única exceção a essa sequência desfavorável foi a vitória expressiva por 5 a 1 sobre o Internacional, em São Januário, um lampejo isolado em meio a um período de profundo declínio.
Como, então, justificar uma regressão tão acentuada no desempenho do Vasco , que conquistou meros três pontos dos 24 possíveis na reta final do campeonato? Quais foram os elementos que contribuíram para esse desmantelamento evidente?
A performance do Vasco nas últimas oito rodadas do Brasileirão 2025 é ilustrada na tabela a seguir:
| Rodada | Partida | Resultado |
|---|---|---|
| 31 | Vasco 0 x 2 São Paulo | Derrota |
| 32 | Botafogo 3 x 0 Vasco | Derrota |
| 33 | Vasco 1 x 3 Juventude | Derrota |
| 34 | Grêmio 2 x 0 Vasco | Derrota |
| 35 | Bahia 1 x 0 Vasco | Derrota |
| 36 | Vasco 5 x 1 Internacional | Vitória |
| 37 | Vasco 0 x 2 Mirassol | Derrota |
| 38 | Atlético-MG 5 x 0 Vasco | Derrota |
Fatores e Explicações para um Desempenho Preocupante
É notável que o elenco que superou o Bragantino em Bragança Paulista era, em grande parte, o mesmo que sucumbiu por 2 a 0 para o Mirassol em São Januário, na penúltima rodada, com a única alteração significativa sendo a presença de Tchê Tchê no lugar de Thiago Mendes. Contra o Atlético-MG, no último domingo, a situação se diferenciou: sem o risco iminente de rebaixamento e com a vaga na Sul-Americana já garantida, o técnico Fernando Diniz optou por escalar um time composto majoritariamente por reservas.
Adicionalmente, o Vasco não enfrentou perdas significativas de jogadores por lesões ou outras circunstâncias adversas durante esse período crítico. Tampouco houve necessidade de dividir o foco entre múltiplas competições, uma vez que, ao contrário da temporada anterior, as semifinais da Copa do Brasil estavam programadas para ocorrer após o encerramento do Campeonato Brasileiro. O confronto de ida contra o Fluminense, por exemplo, seria realizado apenas na quinta-feira seguinte, no Maracanã, eliminando a desculpa de um calendário apertado.
A ausência de fatores externos claros que justifiquem uma queda tão abrupta e profunda no rendimento da equipe levanta questionamentos pertinentes sobre a gestão técnica, a preparação psicológica e a capacidade de manutenção de performance em um período decisivo do campeonato. O que resta é o registro de um desfecho melancólico para uma campanha que, em determinado momento, acenou com a promessa de um futuro mais ambicioso.
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