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Vasco Busca Reforço na Zaga e Detalhes do Contrato Nike Revelados
Por Redação FutVasco em 04/08/2026 16:45
A diretoria do Vasco da Gama segue ativa nos bastidores para reestruturar o elenco e garantir a sustentabilidade financeira do clube. Entre negociações complexas para o sistema defensivo, cláusulas minuciosas de patrocínio e o respaldo técnico a atletas sob pressão, o Cruz-Maltino vive dias de decisões estratégicas que podem ditar os rumos das próximas temporadas.
Vasco retoma conversas para contratar Nathan Silva
O setor defensivo do Vasco , frequentemente apontado como uma das principais carências do grupo comandado por Pedro Emanuel, voltou a ser prioridade na pauta da diretoria. O clube carioca reabriu conversas na tentativa de repatriar o zagueiro Nathan Silva, revelado pelo Atlético-MG e que atualmente defende as cores do Pumas, do México. A busca pelo defensor reflete a necessidade urgente de liderança e solidez na retaguarda vascaína.
Esta nova investida repete um roteiro já conhecido pelos torcedores. Em 2023, a cúpula de futebol realizou as primeiras consultas pelo atleta. Posteriormente, em agosto do ano passado, o Vasco formalizou uma proposta de 5 milhões de dólares, prontamente recusada pela equipe mexicana. Com contrato vigente até junho de 2027, o Pumas tenta estender o vínculo com o jogador, o que eleva a complexidade da transação.
Além das barreiras impostas pelo clube detentor dos seus direitos, o Gigante da Colina enfrenta uma concorrência pesada no mercado de transferências. Agremiações como Botafogo, Houston Dynamo e Shabab Al-Ahli também monitoram de perto a situação do zagueiro. Vale lembrar que Nathan Silva se destacou no cenário nacional ao conquistar o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil pelo Atlético-MG, antes de ser transferido por cerca de 4 milhões de dólares (aproximadamente R$ 19,1 milhões por 75% dos direitos) em 2022.
Os detalhes financeiros do acordo com a Nike
No âmbito comercial, a parceria entre Vasco e Nike, iniciada em 2026 e projetada até o fim de 2032, adota um modelo de negócios ousado e pouco convencional no futebol brasileiro. Diferente dos formatos tradicionais que garantem uma receita fixa anual, o contrato estabelece que os ganhos do clube dependem diretamente do sucesso de vendas do material esportivo e de metas de desempenho esportivo em campo.
O repasse de royalties funciona de maneira progressiva, exigindo uma forte mobilização da torcida para impulsionar o faturamento. A divisão dos percentuais sobre as vendas de produtos licenciados ocorre da seguinte forma:
| Volume de Vendas (Peças) | Percentual de Royalties |
|---|---|
| Até 200 mil | 12% |
| De 200.001 a 500 mil | 15% |
| Acima de 500 mil | 18% |
O contrato também estipula bonificações financeiras atreladas a conquistas esportivas expressivas. Caso o clube alcance a glória nos gramados, receberá premiações adicionais de acordo com o torneio:
| Competição | Premiação por Título |
|---|---|
| Mundial de Clubes | R$ 1,5 milhão |
| Copa Libertadores | R$ 600 mil |
| Campeonato Brasileiro | R$ 400 mil |
| Copa do Brasil | R$ 325 mil |
| Campeonato Carioca Feminino (1ª Divisão) | R$ 50 mil |
Apesar do potencial de arrecadação, o acordo não foi unânime nos bastidores de São Januário. Durante o período de negociação, surgiram divergências internas na gestão, com alas defendendo uma proposta concorrente da Puma, considerada financeiramente mais vantajosa de forma imediata. Oficialmente, a diretoria optou pelo silêncio sobre as cláusulas e polêmicas que envolveram a assinatura do vínculo.
Pedro Emanuel blinda Marino Hinestroza das críticas
Dentro das quatro linhas, o empate sem gols contra o Fluminense, válido pela rodada de ida das oitavas de final da Copa do Brasil, deixou lições e cobranças. Diante do rendimento abaixo do esperado do atacante Marino Hinestroza, o técnico Pedro Emanuel assumiu um tom protetor em entrevista coletiva, buscando blindar o jovem atleta da pressão externa imediata.
O comandante português reconheceu as dificuldades individuais do jogador, mas fez questão de contextualizar que o rendimento do atacante está diretamente ligado à produção coletiva da equipe, que ainda carece de maior entrosamento e consistência tática.
Durante o pronunciamento aos jornalistas, Pedro Emanuel declarou: "Marino é um jogador jovem, que na temporada passada foi fantástico, vem com grandes expectativas, mas em muitos momentos a culpa não é só dele. A equipe também não o tem ajudado, a forma como as coisas têm se desenrolado também não têm ajudado, têm tido menos oportunidades, têm tido um pouco mais de dificuldade neste sentido. Temos tentado apoiá-lo e não acredito que ele seja um desistente. Parece ser um jogador extremamente combativo, agressivo."
O treinador encerrou sua análise pontuando a necessidade de paciência com o processo de transição cultural e técnica do colombiano no futebol nacional, projetando uma evolução gradual conforme o atleta ganhe mais minutos em campo: "Agora, não deixa de ser um jovem ainda que vem para uma realidade diferente, uma cultura diferente e naturalmente que quer mostrar cada toque na bola. E nem sempre o futebol é assim, nem sempre a equipe o pode ajudar. Mas eu quero muito mais dele."
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