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Vasco busca R$ 150 milhões na Justiça para escapar de punição grave da CBF

Por Redação FutVasco em 28/08/2026 20:15

O sufocamento financeiro do Vasco ganha novos contornos nos bastidores jurídicos. Atualmente, a agremiação lida com um passivo acumulado de R$ 103,9 milhões na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) da CBF. Essa quantia está fracionada em 57 litígios distintos, sem contabilizar outros dois processos cujos valores estão fixados em moeda estrangeira. O risco de um bloqueio de registros de novos atletas, o temido transfer ban, é real e imediato.

Para ilustrar a gravidade do cenário, os principais credores do clube reúnem cifras milionárias decorrentes de transações passadas, comissões de intermediários e representações esportivas. O Internacional lidera a lista de credores, seguido de perto pelo Atlético-MG e pelo jovem meio-campista Andrey Santos.

Detalhamento das pendências financeiras do Vasco na CNRD

Abaixo, apresentamos a distribuição detalhada dos débitos que sufocam o fluxo de caixa vascaíno na entidade máxima do futebol nacional:

Credor Valor Devido (R$)
Internacional 21,06 milhões
Atlético-MG (4 processos) 15,47 milhões
Andrey Santos 10,63 milhões
Corinthians 9,92 milhões
São Paulo 6,33 milhões
Link Assessoria (5 processos) 5,45 milhões
Magrelia 4,61 milhões
Bertolucci Assessoria 3,40 milhões
FMS Gestão Esportiva (2 processos) 3,31 milhões
Brio Pro (6 processos) 3,08 milhões

O reflexo direto dessa asfixia monetária já afeta o planejamento do departamento de futebol. O clube descumpriu o cronograma de pagamentos recentemente pactuado na CNRD, deixando de quitar uma parcela de R$ 4,12 milhões que deveria ter sido depositada em 25 de agosto. O prazo final para regularizar essa situação antes de sofrer sanções expira na próxima segunda-feira, dia 31 de agosto.

A estratégia jurídica para obter R$ 150 milhões e destravar reforços

A grande aposta da cúpula administrativa da SAF para solucionar o impasse é a homologação de um financiamento de R$ 150 milhões, solicitado há duas semanas. Os dirigentes trabalham com a expectativa de que o veredito favorável da Justiça ocorra entre esta sexta-feira e a próxima segunda-feira, garantindo o aporte necessário para honrar os compromissos mais urgentes.

Contudo, o caminho judicial impõe barreiras rígidas. Recentemente, a magistrada Simone Gastesi Chevrand, titular da 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, rejeitou o recurso do clube e confirmou a necessidade de apresentação de um relatório simplificado de auditoria independente antes de deliberar sobre o novo empréstimo. Essa exigência expõe a necessidade de maior transparência na gestão dos ativos cruz-maltinos.

Mesmo diante do atraso na captação desse recurso, a cúpula vascaína assegura que os credores serão pagos de qualquer forma. No entanto, a demora já provoca efeitos colaterais práticos, como o adiamento de parcelas de novas contratações. Um exemplo claro é a aquisição do atacante Bruno Duarte, vindo do Estrela Vermelha da Sérvia, cuja cota inicial de pagamento acabou postergada para os meses seguintes.

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