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Vasco: Atuações Chocantes e Notas Baixas na Derrota Crucial para o Mirassol
Por Redação FutVasco em 02/12/2025 21:31
O revés do Vasco diante do Mirassol, em São Januário, representou um golpe severo nas aspirações da equipe, reacendendo preocupações que pareciam dissipadas. A performance do time, especialmente em um momento tão crucial do Campeonato Brasileiro, deixou a desejar, expondo vulnerabilidades táticas e individuais que custaram caro e colocam o clube em uma posição delicada na tabela. A dependência de resultados na última rodada é um reflexo direto de uma tarde em que a equipe não conseguiu impor seu ritmo e foi superada taticamente.
A decisão de manter a escalação que havia goleado o Internacional não se mostrou acertada, visto que o Mirassol executou com perfeição sua estratégia, explorando as brechas defensivas do Cruzmaltino. A equipe paulista, ao contrário do Vasco , conseguiu neutralizar as investidas adversárias e ser letal em suas transições, evidenciando uma desconexão preocupante entre os setores vascaínos. Os gols sofridos, em lances que expuseram a fragilidade da defesa, são um claro indicativo da falta de sincronia e da má leitura de jogo de alguns atletas.
Desempenho Alarmante: O Peso da Derrota Cruzmaltina
A defesa do Vasco foi o setor mais castigado, com erros individuais que se traduziram diretamente nos gols do Mirassol. Robert Renan, que recebeu uma das notas mais baixas (3.5 tanto do GE quanto do público), falhou decisivamente no primeiro gol, ao tentar interceptar a bola de forma precipitada após o erro inicial de Puma Rodríguez, demonstrando uma leitura equivocada da jogada. Sua atuação foi marcada por passes desajustados e uma insegurança que comprometeu a retaguarda. No segundo gol, sua participação também foi aquém do esperado.
Puma Rodríguez , com a mesma nota de Robert Renan (3.5), foi o protagonista de um erro crasso. Sua cabeçada descalibrada permitiu que a bola passasse às suas costas, iniciando a jogada que culminou no primeiro gol do Mirassol, logo após sua entrada em campo. Carlos Cuesta, avaliado com 4.0, também teve um desempenho abaixo da média, ficando no mano a mano no lance do primeiro gol e se ausentando de sua posição no segundo, o que resultou em um jogador adversário livre. O zagueiro ainda recebeu um cartão amarelo, que o suspende para a rodada final, adicionando mais um problema para a comissão técnica.
Léo Jardim, o goleiro, obteve 4.5. Apesar de um susto inicial ao chutar a bola em um adversário e quase entregar um gol, ele não teve responsabilidade direta nos gols sofridos, já que os atacantes do Mirassol finalizaram desmarcados. Lucas Piton, com nota 5.0, foi prejudicado pela má atuação de Gómez em seu lado do campo, tendo sua efetividade no ataque comprometida. Sua saída por lesão, com visíveis sinais de dor e preocupação, representa uma baixa significativa para o restante da temporada.
Meio-Campo e Ataque: A Ausência de Conexão e Efetividade
No setor ofensivo, Andrés Gómez foi o jogador com a pior avaliação geral (2.5), tanto do GE quanto do público. Sua partida foi um festival de equívocos: dribles perdidos, excessiva retenção de bola e passes que não encontraram companheiros, como um contra-ataque desperdiçado com um passe para o vazio. Apesar de ter sido acionado frequentemente, sua participação resultou em pouquíssima produtividade, com um dos raros acertos sendo um passe para Coutinho na intermediária.
Philippe Coutinho, o camisa 10, tentou assumir as rédeas do meio-campo, arriscando chutes de longa distância e movimentando-se. Contudo, sua falta de sintonia com Gómez na esquerda e a ausência de Nuno na direita comprometeram suas ações. Muitos de seus cruzamentos foram imprecisos, resultando em uma nota 4.5. Nuno Moreira, por sua vez, teve uma atuação apagada (4.0), aparecendo pouco, talvez influenciado pelo gramado encharcado em seu setor no primeiro tempo. Um erro seu no final da partida ainda gerou uma chance perigosa para o Mirassol.
Thiago Mendes e Barros, ambos com nota 4.5 e 5.0, respectivamente, demonstraram dificuldades em se encaixar na marcação da saída de bola adversária, permitindo que o Mirassol tivesse jogadores livres em seus setores. Thiago Mendes errou muitos passes, um dos quais resultou em uma chance para o Mirassol no início da partida. Barros, por sua vez, teve um momento de destaque ao salvar um contra-ataque que poderia ter ampliado ainda mais o placar. Tchê Tchê, que entrou no segundo tempo (5.0), pouco conseguiu alterar a dinâmica do meio-campo.
No ataque, David (4.5) teve a melhor oportunidade do Vasco no segundo tempo, após escorada de Vegetti, mas finalizou com força para fora. Sua contribuição foi limitada, refletindo a falta de criatividade e poder de fogo da equipe.
Raios de Esperança e o Comando Técnico em Xeque
Em meio a um desempenho amplamente negativo, Rayan (6.5) se destacou como o jogador mais perigoso do Vasco . Com um chute potente de longe que exigiu defesa do goleiro Walter, ele não deu trégua à defesa do Mirassol, mostrando iniciativa e determinação. Vegetti (5.5), ao entrar no segundo tempo, participou bem em sua única aparição com a bola, escorando para David na área, em uma tentativa de buscar o empate.
O comando técnico de Fernando Diniz (3.5) está sob forte escrutínio. A manutenção da mesma equipe que havia goleado o Internacional resultou em uma exposição total do Vasco aos contra-ataques do Mirassol, que soube explorar as lacunas táticas. A ineficácia em ajustar a marcação na saída de bola do adversário e a incapacidade de conter as investidas ofensivas custaram caro. A equipe agora se encontra em uma situação de risco de rebaixamento para a última rodada do campeonato, dependendo de outros resultados, um cenário que exige reflexão profunda e ajustes imediatos.
A tabela a seguir apresenta as avaliações detalhadas dos jogadores e do treinador, conforme as notas atribuídas pelo GE e pelo público, evidenciando os pontos críticos da atuação vascaína.
| Posição | Jogador | Nota GE | Nota Público | Observação |
|---|---|---|---|---|
| GOL | Léo Jardim | 4.5 | 4.5 | Lance de risco inicial; sem culpa direta nos gols. |
| LAT | Paulo Henrique | 5.0 | 5.0 | Mais exigido na defesa, ineficaz no ataque. |
| ZAG | Carlos Cuesta | 4.0 | 4.0 | Erros de posicionamento, suspenso para a próxima rodada. |
| ZAG | Robert Renan | 3.5 | 3.5 | Falhas cruciais nos gols, passes desajustados. |
| LAT | Lucas Piton | 5.0 | 5.0 | Prejudicado por Gómez; saiu lesionado, preocupação. |
| LAT | Puma Rodríguez | 3.5 | 3.5 | Erro crasso que originou o primeiro gol do Mirassol. |
| MEI | Thiago Mendes | 4.5 | 4.5 | Muitos passes errados; dificuldade na marcação. |
| MEI | Tchê Tchê | 5.0 | 5.0 | Entrou no segundo tempo, pouco agregou ao time. |
| MEI | Barros | 5.0 | 5.0 | Similar a Thiago Mendes; salvou um contra-ataque perigoso. |
| MEI | Philippe Coutinho | 4.5 | 4.5 | Tentou, mas com pouca sintonia e cruzamentos ruins. |
| MEI | Nuno Moreira | 4.0 | 4.0 | Atuação apagada; falha perigosa no final do jogo. |
| ATA | David | 4.5 | 4.5 | Melhor chance no segundo tempo, finalizou para fora. |
| ATA | Rayan | 6.5 | 6.5 | O mais perigoso do time, chutes fortes e iniciativa. |
| ATA | Andrés Gómez | 2.5 | 2.5 | Múltiplos erros em dribles, passes e retenção de bola. |
| ATA | Vegetti | 5.5 | 5.5 | Entrou bem, deu assistência para David na área. |
| TEC | Fernando Diniz | 3.5 | 3.5 | Estratégia expôs o time; risco de rebaixamento iminente. |
A derrota para o Mirassol não foi apenas um resultado negativo, mas um alerta severo para a equipe do Vasco . As atuações individuais e a estratégia coletiva falharam em um momento crucial, colocando o clube em uma posição de extrema vulnerabilidade na reta final do Campeonato Brasileiro. A necessidade de uma reação imediata e de ajustes táticos e psicológicos é imperativa para evitar um desfecho indesejado na última rodada.
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