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Vasco: As Declarações de Vegetti que Motivaram o Corinthians na Final da Copa do Brasil

Por Redação FutVasco em 23/12/2025 09:51

Nos bastidores da recente decisão da Copa do Brasil, o comportamento e as declarações do atacante Vegetti, do Vasco, emergiram como um inesperado catalisador para a equipe do Corinthians. Conforme relatos de atletas titulares do Timão, as palavras do centroavante argentino durante os confrontos finais foram interpretadas como uma motivação adicional, impulsionando o elenco alvinegro rumo à conquista do troféu.

O goleiro Hugo Souza, em particular, trouxe à tona os pontos nevrálgicos da retórica vascaína. Segundo o arqueiro, Vegetti teria proferido que o Vasco se sentia "em casa" na Neo Química Arena, palco do empate sem gols na partida de ida. Não satisfeito, o atacante também teria declarado, em outro momento, que o cobiçado título da Copa do Brasil já era "nosso", numa clara alusão à posse antecipada da taça pelo clube cruzmaltino.

Em uma reveladora entrevista, Hugo Souza detalhou o impacto dessas falas:

?Vegetti estava gritando no estádio. Jogaram aqui na Arena, ele saiu no intervalo e falou ?estamos jogando em casa, aqui é nossa casa?. Com todo respeito, toda vez que os caras jogaram aqui tomaram vareio nosso, pô. O cara falar que está jogando em casa? No último jogo que jogamos em casa contra eles, sem ser na Copa do Brasil, o Vegetti queria bater no Bidon porque o Bidon estava fazendo tudo que queria com ele. Aí ele vai lá e fala isso??
A indignação do goleiro corintiano era palpável, evidenciando como tais provocações foram absorvidas pelo grupo.

O Discurso de Vegetti: Um Tiro no Pé Vascaíno?

Historicamente, o desempenho do Vasco em Itaquera tem sido um desafio. O clube carioca jamais obteve uma vitória na Neo Química Arena. A última ocasião em que o Gigante da Colina superou o Corinthians em São Paulo remonta a 2007, quando o confronto foi disputado no Pacaembu, um dado que adiciona um contraponto à ousadia das declarações do atacante.

Para os atletas do Corinthians, as ações dos vascaínos transcenderam a mera disputa esportiva, culminando na criação de um cenário que, ironicamente, se transformou em um potente combustível motivacional, pavimentando o caminho para a conquista do campeonato nacional.

Hugo Souza complementou sua análise, enfatizando a origem da tensão:

?Os caras criaram uma situação. Eles criaram, não foi a gente. A gente estava ali para fazer nosso jogo, para ser campeão, e eles levaram para esse lado. Agora, na final, na saída do vestiário, nosso amigo pirata estava lá gritando ?vamos! É nossa!? E ficou chorando lá depois do jogo.?
A imagem do 'pirata' ? em alusão ao apelido de Vegetti ? vocalizando a confiança e, posteriormente, a decepção, ressoa com a narrativa de superação corintiana.

A Resposta do Timão: Da Provocação ao Triunfo

Corroborando a perspectiva do goleiro, o lateral-direito Matheuzinho não poupou o atacante vascaíno, sugerindo com sarcasmo:

?Tem que inscrever ele em um stand-up, irmão.?
Uma declaração que sublinha o desdém e a percepção de que as palavras de Vegetti foram mais performáticas do que proféticas.

Além das declarações pontuais, outras manifestações do lado vascaíno foram elencadas como elementos que alimentaram a determinação corintiana. O grandioso mosaico exibido pela torcida no Maracanã e a comercialização de faixas com a inscrição 'campeão' nos arredores do estádio foram percebidos como gestos de confiança excessiva. Adicionalmente, a ausência dos jogadores vascaínos na cerimônia de entrega de medalhas, à beira do campo, foi citada como uma quebra de protocolo e de "ética" esportiva, amplificando a sensação de desrespeito.

Além das Palavras: Gestos que Marcaram a Final

No desfecho da grande final, disputada no Maracanã no último domingo (21), o Corinthians consolidou sua vitória sobre o Vasco por 2 a 1. A partida viu Yuri Alberto abrir o placar para o Timão, com Nuno Moreira igualando para o Gigante da Colina. Contudo, foi Memphis Depay quem selou o destino do confronto, marcando o gol decisivo que garantiu o título alvinegro, transformando as provocações iniciais em um epílogo de triunfo para o Corinthians e de reflexão para o Vasco .

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