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Vasco: 50 Técnicos em Pontos Corridos - O Fim da Era Diniz e o Ciclo de Mudanças
Por Redação FutVasco em 23/02/2026 18:40
O desligamento de Fernando Diniz do comando técnico do Vasco da Gama representa um marco negativo para o clube de São Januário. A demissão do treinador simboliza a quinquagésima alteração de comandante desde a implementação do sistema de pontos corridos no Campeonato Brasileiro. Diniz não resistiu à crescente pressão por resultados insatisfatórios e a performances consideradas inconsistentes. A decisão foi formalizada e comunicada publicamente pelo presidente do Cruz-Maltino, em pronunciamento na sala de imprensa do Estádio Nilton Santos.
A segunda passagem de Fernando Diniz pelo Gigante da Colina durou aproximadamente nove meses, dando continuidade a um padrão de instabilidade que se intensifica gradualmente em São Januário. Curiosamente, o treinador não chegou a completar um ano à frente da equipe, um cenário que não se verificava há quase uma década, desde a saída de Jorginho em 2016. A oportunidade atual marcou a primeira experiência de Diniz no Vasco , iniciada no ano anterior.
A contratação de Diniz, em sua primeira passagem, visava evitar o segundo rebaixamento da história do clube na reta final de 2015, um objetivo que não foi alcançado. Contudo, a diretoria do Vasco optou por mantê-lo no cargo, uma decisão que se provou acertada a longo prazo. Sob seu comando, a equipe conquistou o último título do Campeonato Carioca em sua história e garantiu o retorno à elite do futebol brasileiro.
Períodos de Longevidade no Comando Técnico do Vasco no Século XXI
Ao analisar o histórico recente, observa-se que apenas outros dois treinadores conseguiram permanecer no cargo por mais de um ano desde 2003, período que coincide com a adoção do modelo de pontos corridos no Campeonato Brasileiro. Um desses nomes é Renato Gaúcho, frequentemente apontado como um dos potenciais substitutos de Diniz. Sua primeira passagem pelo clube ocorreu entre julho de 2005 e abril de 2007, configurando o trabalho mais duradouro de um técnico no Cruz-Maltino no século XXI.
O outro profissional a superar essa incômoda escrita de trocas frequentes foi Cristóvão Borges. Ele assumiu o comando em agosto de 2011 e permaneceu até setembro de 2012, marcando um período de maior estabilidade no banco de reservas.
Pedrinho e a Rotatividade de Comandantes no Vasco
Fernando Diniz foi o quarto técnico a ser demitido durante a gestão de Pedrinho, mas também foi o que permaneceu por mais tempo em seu mandato, com cerca de nove meses no cargo. Ele superou seus antecessores imediatos: Álvaro Pacheco, Rafael Paiva e Fábio Carille. De forma geral, cada um desses treinadores esteve à frente da equipe por aproximadamente cinco meses.
A tabela abaixo detalha o período de permanência dos últimos treinadores do Vasco :
| Treinador | Período de Permanência |
|---|---|
| Álvaro Pacheco | 29 dias |
| Rafael Paiva | Pouco mais de cinco meses |
| Fábio Carille | Acima de quatro meses |
| Fernando Diniz | Cerca de nove meses |
Vasco Lidera o Ranking de Trocas de Técnicos no Século XXI
O histórico recente do Vasco da Gama em relação à rotatividade de seus comandos técnicos o coloca em uma posição de destaque negativa no cenário do futebol brasileiro. A constante troca de treinadores, evidenciada pela marca de 50 mudanças desde os pontos corridos, reflete um desafio persistente na busca por estabilidade e resultados consistentes.
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