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Tchê Tchê vai sair do Vasco? Entenda o futuro do volante
Por Redação FutVasco em 24/12/2025 14:01
O currículo de peso e a perda de protagonismo em São Januário
Dono de uma trajetória vitoriosa no cenário nacional, Tchê Tchê desembarcou no Vasco da Gama com a expectativa de ser um pilar de experiência no meio-campo. O atleta de 33 anos carrega em seu histórico conquistas expressivas, tendo levantado o troféu do Campeonato Brasileiro pelo Palmeiras em 2016, pelo Atlético-MG em 2021 e, mais recentemente, pelo Botafogo em 2024, clube onde também se sagrou campeão da Libertadores. Além do sucesso em solo brasileiro, o volante acumula uma experiência internacional com a camisa do Dinamo de Kiev, da Ucrânia.
Entretanto, o prestígio acumulado ao longo da carreira não foi suficiente para garantir a titularidade absoluta nesta temporada. Apesar de ter participado de 50 partidas no ano, com dois gols marcados e quatro assistências distribuídas, o rendimento do jogador foi afetado por questões físicas durante o primeiro semestre. Gradualmente, o veterano viu seu espaço ser reduzido, tornando-se uma opção frequente no banco de reservas, enquanto nomes como Cauan Barros e Thiago Mendes ganhavam a preferência nas escalações.
| Estatística | Números de Tchê Tchê |
|---|---|
| Jogos Disputados | 50 |
| Gols Marcados | 02 |
| Assistências | 04 |
| Principais Títulos | Brasileirão (3x) e Libertadores |
O reencontro com Fernando Diniz e a sombra do passado
A contratação do técnico Fernando Diniz, ocorrida em maio, promoveu o reencontro de Tchê Tchê com um comandante bem conhecido de sua passagem pelo São Paulo. Naquela época, a convivência entre ambos foi marcada por um episódio público de forte tensão. Durante uma partida, o treinador não poupou críticas ácidas ao comandado, utilizando termos como "mascaradinho" e "perninha" em uma cobrança que repercutiu amplamente e desgastou a relação profissional entre as partes naquele período.
Agora, sob a gestão do mesmo técnico no Cruz-Maltino, o cenário de incerteza sobre a utilidade do volante no esquema tático parece se intensificar. A análise crítica sugere que a manutenção de um jogador com alto custo salarial e que não entrega o protagonismo esperado pode ser um fardo para o planejamento esportivo da próxima temporada. A hierarquia do elenco parece estar em mutação, e o experiente meio-campista já não figura como peça indispensável para o futuro imediato da equipe.
A estratégia do mercado e o risco do pré-contrato
De acordo com informações apuradas pelo canal "Atenção Vascaínos", a permanência de Tchê Tchê para o próximo ano é improvável. Embora o vínculo atual entre o atleta e o clube se estenda até o encerramento de 2026, a diretoria vascaína enxerga a janela de transferências de janeiro como a oportunidade crucial para realizar uma movimentação financeira. O objetivo seria evitar um cenário de desvalorização total do ativo, visando recuperar parte do investimento feito.
A urgência em negociá-lo reside no regulamento de transferências: a partir de julho do próximo ano, o volante estaria livre para assinar um pré-contrato com qualquer outra agremiação, deixando o Vasco sem qualquer compensação financeira em uma saída futura. Diante desse panorama, a administração do clube não descarta incluir o jogador em uma lista de dispensas e negociações para reformular o grupo. A tendência é que o ciclo do multicampeão em São Januário seja encerrado de forma pragmática, priorizando a saúde financeira e a renovação do elenco .
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