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Ricardo Sá Pinto, ex-Vasco, foge do Irã após buscar refúgio em embaixada portuguesa
Por Redação FutVasco em 15/01/2026 10:01
A notícia de última hora que abala o noticiário esportivo internacional envolve Ricardo Sá Pinto, treinador português com passagem recente pelo Club de Regatas Vasco da Gama. O comandante, que dirigia o Esteghlal, clube da capital iraniana, Teerã, desde julho do ano passado, tomou a decisão de deixar o país. Sá Pinto buscou refúgio nas dependências da embaixada de Portugal no Irã, um movimento que gerou grande repercussão.
Instabilidade no Irã acelera saída de estrangeiros
A informação sobre a saída de Sá Pinto e seu refúgio foi inicialmente veiculada pela CNN Portugal e, posteriormente, confirmada por meio de um comunicado oficial emitido pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) de Portugal. Segundo a nota divulgada, a representação diplomática portuguesa em Teerã encontra-se, neste momento, com suas atividades suspensas temporariamente. As autoridades portuguesas seguem de perto o desenrolar dos acontecimentos e a situação de seus cidadãos no território iraniano.
O comunicado do MNE detalhou que todos os nacionais portugueses residentes no Irã foram devidamente contatados. Deste grupo, oito indivíduos já conseguiram deixar o país. Há ainda outros cidadãos em trâmites de saída, cujas ações específicas são mantidas em sigilo por questões de segurança. É relevante notar que dez portugueses optaram por permanecer no Irã, sendo que sete destes possuem dupla nacionalidade, com vínculos tanto com Portugal quanto com o Irã.
A passagem de Sá Pinto pelo futebol iraniano
Ricardo Sá Pinto teve um período relativamente curto no comando do Vasco da Gama, atuando entre os meses de outubro e dezembro de 2020. Sua experiência no futebol iraniano com o Esteghlal o colocou novamente sob os holofotes. Curiosamente, o elenco do clube de Teerã conta também com o goleiro Antonio Adán, ex-atleta do Sporting, clube português com forte rivalidade com o Porto, onde Sá Pinto teve destaque como jogador.
A decisão de Sá Pinto e de outros cidadãos portugueses em deixar o Irã ocorre em um contexto de crescente instabilidade social e política no país. Protestos generalizados têm tomado as ruas, com a população manifestando descontentamento em relação às condições de vida e exigindo reformas no regime político. Esse cenário de agitação elevou significativamente os níveis de alerta de segurança, levando muitas pessoas, especialmente estrangeiros, a optarem pela saída do território.
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