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Pedrinho abre o jogo sobre empréstimo de R$ 150 milhões do Vasco

Por Redação FutVasco em 19/08/2026 18:17

O momento esportivo do Vasco da Gama exige respostas imediatas, e a liderança máxima do clube decidiu se posicionar antes da viagem para o Paraguai, onde a equipe enfrenta o Olimpia pela Copa Sul-Americana. O presidente Pedrinho assumiu de forma integral o ônus pelos resultados ruins que mantêm o time em uma situação desconfortável na tabela do Campeonato Brasileiro.

Em tom de cobrança interna, o mandatário eximiu o elenco e chamou para si a pressão pelo atual cenário da equipe na competição nacional. Ele declarou abertamente: "Todo insucesso desportivo, a responsabilidade é toda minha. Eu sou o responsável pela pontuação baixa do Vasco no Brasileirão. A única coisa que eu posso fazer é trabalhar ainda mais do que eu trabalho".

Essa postura centralizadora tenta blindar o vestiário em um período decisivo da temporada. Pedrinho também fez questão de se retratar com os torcedores vascaínos, reconhecendo a legitimidade das cobranças que vêm das arquibancadas: "Peço desculpas aos torcedores por essa pontuação no Brasileirão. O único responsável sou eu. A responsabilidade é minha. Nem eu e nem um atleta tem o direito de reclamar algo sobre o torcedor".

A pressa pela venda da SAF como solução definitiva

Para além das quatro linhas, a reestruturação institucional do Vasco passa obrigatoriamente pela negociação de seus ativos de futebol. Pedrinho defende que a resolução definitiva para os gargalos financeiros do clube está na aceleração do rito jurídico para a venda da SAF, o que cessaria a necessidade de buscar aportes emergenciais no mercado de capitais.

O presidente cobra agilidade do Poder Judiciário para que o mercado possa apresentar novas propostas pelo controle do futebol cruzmaltino, tendo como referência o interesse já manifestado pelo empresário Marcos Lamacchia.

Nas palavras do dirigente: "Para acabarmos com isso, peço que ela consiga abrir o mais rápido possível o processo competitivo para fazermos a venda. Assim, haverá a oportunidade de outros investidores chegarem com uma proposta maior, usando como base a proposta do Marcos (Lamacchia). Se alguém aumentar a proposta, o Marcos tem o direito de empatar. Concluindo esse processo, a venda acontece e acabam-se os empréstimos".

O entrave judicial do empréstimo de R$ 150 milhões

O ponto de maior debate político e administrativo no Vasco atualmente gira em torno da captação de R$ 150 milhões via financiamento DIP (Debtor-in-Possession), um mecanismo voltado para empresas em processo de recuperação judicial. A operação, contudo, encontrou resistência na Justiça do Rio de Janeiro, que suspendeu o andamento do pedido para realizar uma auditoria detalhada nas contas do clube, com prazo de 15 dias para conclusão.

Este atraso acende um sinal de alerta em São Januário, pois o desfecho pode coincidir com o fechamento da janela de transferências, estipulado para 11 de setembro. Pedrinho refuta a tese de que o clube esteja impedido de ir ao mercado de transferências sob o regime de recuperação judicial, desde que as regras do acordo sejam estritamente seguidas.

O presidente explicou sua visão sobre o equilíbrio entre reforçar a equipe e honrar as dívidas: "Essa é a analogia que eu quero fazer com relação a honrar os compromissos dentro da estrutura da Recuperação Judicial (RJ) e, ao mesmo tempo, fazer contratações. Eu não posso fazer contratações enquanto estou em recuperação judicial? É claro que posso. O que eu não posso é agir contra a recuperação judicial, isso seria irresponsabilidade".

Como o Vasco planeja aplicar os recursos solicitados

A gestão vascaína argumenta que o montante milionário não visa somente a aquisição de novos direitos econômicos de atletas. A fatia principal do crédito seria direcionada para a manutenção operacional rotineira do clube, evitando a inadimplência generalizada que colocaria em risco o próprio plano de recuperação judicial aprovado.

Destinação do Recurso Objetivo da Gestão
Folha de Pagamento Garantir os salários de funcionários em dia
Credores e Fornecedores Quitar compromissos previstos na Recuperação Judicial
Contratações de Jogadores Reforçar o elenco de forma responsável

Pedrinho detalhou a composição do destino dessa verba: "Esses R$ 150 milhões não são apenas para contratações; são para pagar funcionários, credores, fornecedores e, consequentemente, fazer contratações. Isso já estava previsto no plano de recuperação judicial, ninguém inventou isso, que fique bem claro. Temos um gatekeeper, um watchdog, uma administradora judicial, e todos eles estão avalizando e autorizando todo o procedimento".

Por fim, o mandatário alertou para as consequências jurídicas graves caso o bloqueio do empréstimo persista nos tribunais, o que poderia configurar um cenário de gestão temerária por falta de pagamentos básicos: "Obviamente, se o empréstimo continuar negado, eu vou ficar inadimplente. Inadimplência e falta de pagamentos configuram gestão temerária, o que automaticamente prejudica o processo legal da recuperação judicial".

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