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Diniz defende sua liderança no Vasco: "Sou amoroso, não adianta criar tumulto"

Por Redação FutVasco em 29/01/2026 23:41

O técnico do Vasco, Fernando Diniz, abordou as cobranças feitas aos jogadores durante a derrota de virada por 2 a 1 para o Mirassol, em sua estreia no Brasileirão. Em coletiva pós-jogo, Diniz procurou acalmar os ânimos e desmistificar a ideia de que suas intervenções mais enérgicas sejam prejudiciais ao time.

A linha tênue entre cobrança e afeto

Diniz afirmou que a sua forma de cobrar o elenco, mesmo que pareça dura em alguns momentos, não o impede de ter uma relação afetuosa com os atletas. Ele ressaltou que sua postura é motivada pelo desejo de ajudar os jogadores a atingirem seu potencial máximo, e que isso é compreendido por eles.

"Eu sou um cara que sou assim e vocês sabem que eu sou assim, não adianta criar um tumulto por causa disso. A minha maneira de cobrar os jogadores eu sou duro, mas eu sou muito amoroso, mas muito mais do que vocês imaginam. Os jogadores suportam a cobrança e melhoram muito por causa da cobrança. Depois da cobrança o time melhorou. Eu tenho um respeito enorme aos jogadores, tenho um jeito de falar enérgico, acelerado."

O treinador criticou a tentativa de criar uma narrativa de conflito em torno de suas falas, especialmente em um momento de pausa para hidratação contra o Mirassol, onde o atacante Nuno Moreira foi um dos mais visados por suas orientações. Ele comparou a situação com um episódio anterior envolvendo o jogador Rayan, que demonstrou gratidão pela abordagem do técnico, contrastando com as especulações da mídia.

Diniz defende sua liderança no Vasco:
Foto: (Matheus Lima/Vasco)

A intenção por trás da energia

"Algumas pessoas gostam que as coisas fujam do controle pra fazer um circo, mas não existe o circo. Igual aconteceu com o Rayan contra o Corinthians, que eu cobrei o Rayan de uma maneira mais enérgica, aí foram lá na boca do garoto e se deram mal, porque ele falou 'o Diniz é como um pai pra mim'. Se ele dá razão pra alguma coisa, aí cria aquele circo que as pessoas gostam", declarou Diniz.

Ele enfatizou que sua vida é dedicada a auxiliar jogadores de futebol, e que suas abordagens, mesmo que enérgicas, visam o bem-estar e o desenvolvimento dos atletas, e não o contrário. A dificuldade, segundo ele, reside em tirar os medos dos jogadores, algo que ele tenta fazer com respeito e sem maldade.

"Eu sou uma pessoa amorosa, a minha vida é ajudar o jogador de futebol. Aquilo ali é uma maneira de ajudar, não de prejudicar. O respeito é fazer o cara produzir aquilo que ele pode, pra tirar os medos que os jogadores têm não é uma coisa fácil. O fácil é ficar do lado de fora, sem fazer nada, expondo o jogador, falando mal o tempo todo e depois numa hora dessa fazer um jogo com interesse só de criar clima desfavorável. Eu não tenho problema com isso, eu sou quem eu sou, o jogador sabe quem eu sou. Nunca levantei a minha voz pra prejudicar um jogador na minha vida, não tenho maldade, eu tenho vontade de ajudar os jogadores. Foi até bom você ter perguntado. Os jogadores aceitam isso porque sabem que eu faço e tento fazer pro bem deles. Se eu passar do ponto e errar eu vou pedir desculpas, porque eventualmente eu vou errar."

O revés inicial na Série A

Apesar das declarações do técnico, a estreia do Vasco na Série A foi marcada por uma derrota. A equipe chegou a abrir o placar com Philippe Coutinho ainda no primeiro tempo, mas sofreu a virada para o Mirassol após duas falhas defensivas, iniciando a campanha nacional com um resultado negativo.

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