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Diniz e as Contratações do Vasco: O Poder de Decisão do Treinador no Mercado
Por Redação FutVasco em 28/08/2025 08:11
Nos corredores de São Januário, uma figura emerge como arquiteto fundamental na composição do elenco cruzmaltino: Fernando Diniz. Longe de se restringir apenas ao campo de jogo, o treinador tem demonstrado uma participação decisiva nas recentes movimentações do Vasco no mercado de transferências. Não se trata de uma mera indicação, mas de um envolvimento profundo que se estende desde o monitoramento até o convencimento pessoal dos atletas.
O caso mais recente e emblemático é o do zagueiro Carlos Cuesta. Alvo prioritário da diretoria e da comissão técnica desde o início da janela de transferências, o colombiano esteve a um passo de selar um acordo com o Spartak Moscou, que ofereceu uma proposta salarial superior à do clube carioca. Contudo, uma reviravolta de última hora, motivada por divergências entre o defensor e o clube russo, reabriu a janela de oportunidades para o Gigante da Colina.
Nesse cenário, a atuação de Diniz foi crucial. Em um esforço conjunto com o presidente Pedrinho, o técnico dedicou-se a contatos diretos com Cuesta, apresentando-lhe o projeto do Vasco e as perspectivas de desenvolvimento profissional. Essa abordagem pessoal e persuasiva foi o diferencial para o desfecho positivo da negociação, culminando na chegada do zagueiro ao Rio de Janeiro nesta semana.
O Poder de Persuasão de Diniz nas Aquisições Vascaínas
Apesar da recente aquisição de Cuesta, Diniz mantém uma postura cautelosa quanto a futuras contratações. Questionado sobre a possibilidade de novas chegadas antes do encerramento da janela, o técnico se esquivou, especialmente ao abordar a situação do zagueiro Nathan Silva, que também esteve em pauta. Sua reticência reflete uma visão pragmática sobre o mercado.
?Não está fechado, mas eu não sei se o Vasco vai ter mais contratações para frente. Contratar sempre é difícil, não é fácil acertar contratação, principalmente com pouco recurso financeiro, eu já falei isso mais de uma vez?, declarou Diniz, sublinhando as complexidades inerentes ao processo de reforçar o elenco , sobretudo em um contexto de recursos limitados.
As negociações por Nathan Silva, conforme apurado, mostraram-se particularmente intrincadas. O Pumas, clube do jogador, demandaria um investimento financeiro considerável para liberá-lo em definitivo. Adicionalmente, o curto período para repor a saída de um zagueiro titular absoluto representou um obstáculo significativo, inviabilizando, por ora, o avanço da transação.

A Estratégia Seletiva do Treinador e os Desafios do Mercado
Com o respaldo da diretoria, na figura de Pedrinho, e em profunda sintonia com o departamento de futebol, capitaneado por Admar Lopes e Felipe, Fernando Diniz solidificou seu papel como um negociador-chave. Sua metodologia difere de outros treinadores que demandam uma lista extensa de nomes; Diniz prefere indicar pontualmente, focando em posições específicas como zagueiros e meias-atacantes, quando solicitado.
?Esses jogadores foram monitorados por todo departamento, eu não sou um treinador de ficar indicando um monte de jogadores. Tenho calma, porque a chance de você errar quando você quer trazer, só para você dar uma satisfação para fora, para o torcedor, você acaba cometendo erros que depois você não consegue corrigir. Eu acho que na dúvida você não tem que trazer quase nunca, a gente tem que ter um pouquinho mais de certeza para poder fazer as indicações?, explicou o técnico, revelando uma filosofia de cautela e precisão nas escolhas.
A chegada de Robert Renan é um testemunho da eficácia dessa abordagem. O zagueiro, canhoto e com boa capacidade de saída de bola, era observado por Diniz há tempos. O contato pessoal foi intenso, com o treinador realizando múltiplas chamadas para o atleta, o que agilizou significativamente o processo de negociação e selou seu retorno ao futebol brasileiro.
O próprio Robert Renan corroborou a influência do técnico em sua decisão. ?Meu primeiro contato com o Diniz não foi só um contato, foram vários. Ele me ligou muito (risos). Ele me falou coisas boas do Vasco , que ia me ajudar muito. Nesses dois dias que eu treinei, a gente chega 8h no CT e sai quase 13h da tarde. Ele gosta de treinar bastante, tem sido uma experiência incrível?, relatou o zagueiro em sua apresentação, evidenciando a conexão estabelecida.
Diniz e a Visão Tática por Trás das Escolhas
Matheus França representa outro exemplo da intervenção direta de Diniz. O técnico, que já havia enfrentado o jogador em clássicos contra o Flamengo durante sua passagem pelo Fluminense, enxerga em França uma peça tática valiosa, capaz de atuar em diversas funções ofensivas. O diretor técnico Felipe, por sua vez, buscou referências com Ramon Menezes, técnico da seleção brasileira sub-20, que já havia convocado o meio-campista, e todas as informações foram extremamente positivas.
?É um jogador que gosto muito. Enfrentei ele em 2023 algumas vezes, quando era titular com o Vitor Pereira. É muito dinâmico, pode jogar em várias funções do ataque, até de 8. É polivalente. Tem recursos para jogar de ponta, de 10, de 8 e de falso 9. Isso contribuiu para que eu pedisse para trazê-lo?, detalhou Diniz, ressaltando a versatilidade e o potencial do atleta.
A negociação de Carlos Cuesta, embora complexa, também culminou com a participação ativa de Diniz. A empolgação do técnico, compartilhada pela diretoria, ao lidar com um jogador com experiência em Copa América pela seleção colombiana, foi um fator motivador. A reviravolta nas tratativas, após o rompimento entre Galatasaray e Spartak Moscou, abriu caminho para o Vasco .
Encerrando sua explanação sobre o tema, Diniz reafirmou o engajamento pessoal em cada processo: ?Esses jogadores, todos eu participei ativamente na negociação, falei de fato com os jogadores, todos eles se mostraram muito empenhados e com muito desejo de vir trabalhar no Vasco . A gente confia que eles vão nos ajudar muito?, concluiu o treinador, transmitindo confiança nas escolhas e na contribuição dos novos talentos para o futuro do clube.
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